Artigos do último trimestre

A NATO e a autonomia estratégica da Europa

Alexandre Reis Rodrigues

 

Na comemoração dos seus 70 anos, a Aliança merecia mais do que ter os seus membros a discutir o futuro apenas à volta da simples questão do teto mínimo das despesas com a defesa. Mesmo admitindo que esse indicador tem a sua importância – e tem indiscutivelmente -, não é obviamente o elemento decisivo de que depende a solidariedade que deve presidir entre todos os seus membros. Muito menos será garantia de que, gastando mais, a NATO ficará militarmente mais forte.

 

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21/04/2019

O futuro da paz e estabilidade no mundo

Alexandre Reis Rodrigues

 

A possibilidade de um conflito direto entre as grandes potências continua, regra geral, muito improvável, não obstante os esforços da China e Rússia para pôr em causa a ordem internacional que o Ocidente foi construindo. No entanto, os conflitos internos e guerras civis, principalmente em estados frágeis ou falhados, incluindo o envolvimento, direto ou indireto, das três grandes potências e respetivos aliados, vão permanecer em níveis altos e com longa duração. Contrariamente ao que se antecipou com o crescimento do número de democracias liberais e de economias capitalistas de mercado.

 

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04/04/2019

De novo a Coreia do Norte (Parte II)

Alexandre Reis Rodrigues

 

Trump, na questão coreana, continua a insistir em que as suas qualidades de negociador, a sua aproximação pessoal com o líder coreano e as promessas de ajuda para que a Coreia do Norte se torne num dos países mais prósperos do mundo levarão, a seu tempo, ao abandono do arsenal nuclear. São poucos os que acreditam nesse desfecho. Muito menos na estratégia de Trump que continua a ver a política sob uma visão empresarial de ganhos e perdas financeiras.

 

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06/03/2019

De novo a Coreia do Norte

Alexandre Reis Rodrigues

 

Malgrado ter sido conseguido um desanuviamento do clima de provocações e de grave tensão político-militar que existia há cerca de um ano na península coreana, não se torna possível descortinar que circunstâncias novas possam justificar o novo encontro de Trump com Kim Jong-un, sabendo-se que não tem havido da parte deste último qualquer passo no sentido da prometida desnuclearização.

 

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20/02/2019

A Europa e o futuro da NATO

Alexandre Reis Rodrigues

 

Há muito que se tornou por demais evidente que a defesa europeia, mais tarde ou mais cedo, não pode deixar de estar sob a responsabilidade primária dos europeus, através das suas próprias estruturas, sem prejuízo, certamente, da assistência dos EUA, através da NATO.

 

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04/02/2019

Um mundo sem fronteiras?

Alexandre Reis Rodrigues

 

Vivemos num mundo muito mais interligado em vários campos – comercial, financeiro, cultural, etc. - e em que a importância das respetivas fronteiras tem diminuído. No entanto, no atual ambiente de segurança, nada nos diz ser expectável que as fronteiras se tornem como algo de arcaico que pertenceu ao passado. Bem pelo contrário e também por causa da globalização.

 

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21/01/2019

Mattis e a nova ordem internacional

Alexandre Reis Rodrigues

 

Percebe-se que, perante as reduzidas hipóteses de levar a Rússia e China a entrar num processo de convergência, adotando um modelo social mais semelhante ao ocidental, tenha deixado de fazer sentido continuar a promover – como grande objetivo - a ordem internacional liberal. O que não se percebe, porém, é que – em alternativa – os EUA não se empenhem em defender o modelo ocidental de intromissões contrárias e não procurem conjugar os seus esforços com os dos aliados na proteção de uma sociedade livre, aberta e baseada no respeito pela lei.

 

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27/12/2018

Portugal, o mar e o seu uso

João Pires Neves

 

O Mar, não pode continuar a ser visto, como acontecia no passado, de uma forma sectorial e desintegrada, circunscrita a um ou dois sectores apenas, seja o da ciência seja e/ou o militar, os quais, não obstante determinantes, é bom recordar, não excluam outros, que igualmente, privilegiam o Mar como elemento-objeto relevante das suas atividades, e estou a pensar na economia, na indústria, no ambiente, na investigação académica e científica, na cultura ou até mesmo no turismo e no recreio.

 

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03/12/2018

Os incidentes no Estreito de Kerch. Bloqueio marítimo à Ucrânia?

Alexandre Reis Rodrigues

Tecnicamente, as ações da Rússia no mar de Azov e Estreito de Kerch, talvez não se possam caracterizar como um bloqueio marítimo. É a opinião de alguns que baseiam a sua conclusão, entre outros aspetos, nos termos do “Acordo sobre o Mar de Azov e o Estreito de Kersh”, que considera essas duas áreas como, historicamente, águas territoriais, simultaneamente russas e ucranianas, condição que Moscovo interpreta – sob a contestação da Ucrânia - como lhe permitindo conduzir interceções de verificação (“boardings”) na navegação na área, quando acharem necessário. Chame-se-lhe o que se quiser, a postura de Moscovo na região não escapa à classificação de agressão militar e violação continuada da liberdade de navegação ucraniana.

 

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01/12/2018

Bolsonaro e as novas políticas do Brasil

Alexandre Reis Rodrigues

 

Há alguns anos atrás, Fernando Henriques Cardoso, entrevistado pela edição portuguesa da revista “Foreign Policy”, dizia que a sua grande aspiração para o Brasil era de que se tornasse um «País decente». Para que se deem passos nesse sentido será necessário que as políticas de Bolsonaro consigam pôr de lado o discurso polémico da campanha. Não será fácil, mas é esse o interesse de Portugal e dos muitos portugueses que foram tentar encontrar no Brasil uma vida melhor.

 

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16/11/2018

Amazónia. Que futuro para o "novo Brasil"?

João Bargão dos Santos

 

A Amazónia tem uma influência decisiva na regulação da pluviosidade no Brasil e América do Sul e pela sua biodiversidade atua na regulação climatérica a nível mundial, perante a indiferença quotidiana de elevadas quantidades de CO2, vertidas indiferentemente por todo o planeta, sobretudo como resultado da queima de combustíveis fósseis, petróleo, carvão e gás.

 

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11/11/2018

O fim do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio

 Alexandre Reis Rodrigues

 

O que levará a administração americana a abandonar um Tratado que favoreceu, quase exclusivamente, os EUA? E que, curiosamente, o comando militar russo tenta desvalorizar há mais de uma década? Um Tratado que, para os EUA, representou a oportunidade de proibir a Rússia de desenvolver sistemas de mísseis baseados em terra – campo em que os russos tinham vantagens - sem pôr quaisquer limites aos EUA nos sistemas de lançamento a partir do mar e do ar. Para o Estado Maior russo o abandono é matéria de celebração porque, na sua avaliação, o Tratado limita-lhes a capacidade de organizarem uma defesa eficaz contra ameaças nucleares a partir de países vizinhos.

 

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02/11/2018

A política externa dos EUA. Realismo com princípios?

Alexandre Reis Rodrigues

 

Se o clima de rivalidade e competição entre as grandes potências inclui, como tudo parece indicar, um confronto de ideias entre dois modelos sociais - o liberal do Ocidente e o autoritário da China e Rússia – então os EUA deverão articular a defesa dos seus interesses com empenho na formação de uma frente unida na defesa do mundo livre e proteção dos direitos humanos.

 

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25/10/2018

Sobre a necessidade viabilidade de uma excisão lusófona do regime boliveraniano

Miguel Nunes da Silva e João Teixeira de Freitas

 

Em defesa de uma intervenção militar na Venezuela…

 

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21/10/2018

Tancos, as três (i)rresponsabilidades

Fernando Melo Gomes

 

Há pelo menos há 15 anos que o nível de recusos financeiros nas Forças Armadas (cerca de 10 vezes inferior aos apoios dados ao sistema bancário) se mantém em termos nominais, o que significa em termos reais uma substancial redução de aproximadamente 20%. Este desinvestimento traduz-se numa logística deficientíssima, em condições de operação marginais, condições de vida desmotivadoras e na impossibilidade de recrutar com suficiência por ausência de voluntários. Esta situação é insustentável e incompatível com umas Forças Armadas eficientes ou eficazes.

 

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19/10/2018

Trumpismo e a nova desordem mundial

José Neto Simões

 

O desafio mais importante para o futuro das democracias liberais passa por se adquirir consciência das repercussões da evolução tecnológica, da digitalização da informação e o seu uso para fins políticos por actores internos e externos. A desvalorização do conhecimento e da experiência, a desinformação, a concentração do imenso poder e riqueza num pequeno grupo de empresas e a minimização da importância do jornalismo – como factor de equilíbrio de poderes – são ameaças à liberdade.

 

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05/10/2018

Os EUA e as Nações Unidas

Alexandre Reis Rodrigues

 

O discurso do presidente Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas confirmou que está em curso uma mudança radical na política externa dos EUA. Vai muito para além das alterações que começaram a verificar-se na administraçãp Obama, com o início de um processo de retraimento estratégico, concebido para reduzir o papel dos EUA na gestão da estabilidade no mundo.

 

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01/10/2018