Artigos do último trimestre

Davos e o regresso à geopolítica

Alexandre Reis Rodrigues

 

O Fórum Económico de Davos mostrou que, no imediato, tudo parece estar a correr bem. A economia mundial continua a crescer (3,2% em 2016, 3,7% em 2017, previsto 3,9% para 2018), mas as perspetivas não são otimistas. Começa-se a falar de sinais de que alguma tempestade possa estar a caminho e nem todos se encontram preparados para o embate. Aprofunda-se o ceticismo de muitos economistas que não reconhecem este crescimento como sustentável e que se mostram preocupados em não ver qualquer progresso na procura de fazer chegar os benefícios da globalização a todos e de forma mais equilibrada.

 

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05/02/2018

Que Defesa e meios para o País

João Bargão dos Santos

Não obstante a inevitável reconversão sobretudo de efetivos, que de algum modo teve que ser feita às nossas FFAA após o fim da guerra em África, por mais inacreditável que pareça, pouco mais foi feito, passados mais de quarenta anos.

 

 

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02/02/2018

O estado da democracia

Alexandre Reis Rodrigues

 

A análise da Freedom House sobre o estado da democracia em 2018 mostra que as democracias liberais continuam a perder espaço a favor de regimes autoritários e totalitários que, precisando de inimigos externos para justificar as suas políticas internas, não se mostram inclinados a manter compromissos com a paz e a coexistência.

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22/01/2018

Irão, a pagar os custos da sua ambição regional

Alexandre Reis Rodrigues

A crise de instabilidade que vive presentemente o Irão é, em quase todos os aspetos, diferente da anterior (2009). Mas o seu desfecho não diferirá em termos significativos, para desapontamento dos muitos que veem uma oportunidade de queda do anacrónico regime iraniano. Pode significar um pequeno passo nesse sentido, mas o essencial vai manter-se como uma disputa interna entre a linha reformista e a linha dura, que é a que tem prevalecido.

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10/01/2018

Jerusalém e as políticas de Trump

Alexandre Reis Rodrigues

 

Poderá o Presidente americano quebrar o interminável impasse em que vive o conflito entres judeus e palestinianos com a decisão de considerar Jerusalém capital de Israel? Os que querem acreditar que existe uma nova estratégia falam de um propósito duplo. Em relação aos palestinianos, uma tentativa de pôr fim, de uma vez por todas, às expectativas dos radicais que insistem em moldar a sua postura à volta da recusa em reconhecer Israel. Em relação a Israel para lhes lembrar que é chegada a altura de retribuírem com maior flexibilidade o tratamento muito generoso que estão a receber da atual administração americana. Ou seja, que não comprometam o plano de paz que vai ser apresentado proximamente.

 

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18/12/2017

Uma nova fase para o Médio Oriente

Alexandre Reis Rodrigues

 

O tema principal das discussões sobre a instabilidade no Médio Oriente centra-se hoje na rivalidade entre o Irão e a Arábia Saudita, questão que deixou de lado o “eterno” conflito palestiniano com Israel. Não é um assunto novo da agenda regional, mas é um ponto que se tem agudizado ultimamente e pode gerar alterações significativas na geopolítica do Médio Oriente.

 

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04/12/2017

Arábia Saudita. Num ponto de viragem

Alexandre Reis Rodrigues

 

Os EUA estão perante um quadro de transformações políticas na Arábia Saudita que, a concretizar-se, vem ao encontro da evolução que há muito desejam para o país. Parte delas seria uma boa notícia para todo o mundo, como passo no combate ao fundamentalismo islâmico. Mas um agravamento das tensões com o Irão – que Trump parece apoiar, senão mesmo incentivar – pode deitar tudo a perder.

 

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19/11/2017

Catalunha. Alguns pontos de reflexão

Alexandre Reis Rodrigues

 

Resta saber se o desenvolvimento que a crise na Catalunha precisa de ter, para sair da situação difícil em que se encontra, pode ser alcançado com os atuais protagonistas. Do lado independentista, parece que não. Puigdemont aceita as eleições de 21 de dezembro no contexto de um caminho para independência, uma forma de dizer que não se contenta com maior autonomia. Quer tudo de uma forma irresponsável e sem qualquer respeito pela metade da população catalã que não aprova as suas exigências. Do lado de Madrid, ainda não é claro se haverá disponibilidade para admitir que não chegará invocar a Constituição e recorrer aos tribunais para resolver a situação.

 

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06/11/2017

De novo, o Iraque

Alexandre Reis Rodrigues

 

Os curdos são maior grupo étnico sem estado próprio; 35 milhões espalhados por quatro países (Turquia, Irão, Síria e Iraque). A força da sua identidade vai continuar a desencadear esforços para o objetivo final de ter o seu espaço. Será improvável, no entanto, que venham a ter o sucesso a que aspiram, a começar pela luta que abriram no Iraque.

 

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23/10/2017

As operações de manutenção de paz

Alexandre Reis Rodrigues

 

As estatísticas sobre operações de manutenção de paz no mundo são um indicador que interessa acompanhar porque nos dá alguma medida dos progressos ou retrocessos verificados no ambiente de segurança. Das últimas estatísticas disponíveis - referentes a 2016 - o que se retira é um sinal de estabilidade no número e dimensão das intervenções. Foram 62, menos uma do que em 2015, o que não é propriamente um bom indicador. Significa, na prática, que a quase totalidade das crises intervencionadas continua sem solução apesar dos enormes recursos que consomem.

 

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08/10/2017

Guterres, Trump e a Assembleia Geral da ONU

Alexandre Reis Rodrigues

 

O que acabará por ser implementado das propostas de Guterres para a reforma das Nações Unidas depende de discussões e negociações demoradas em que vão entrar fatores que pouco ou nada terão a ver com a procura de uma maior eficácia e redução da burocracia, mas o objetivo de tentar conseguir uma maior coerência político-militar na atuação no terreno vale bem o esforço a fazer.

 

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24/09/2017

Potência nuclear e um dos países mais pobres do mundo

Alexandre Reis Rodrigues

 

Pequim tem conseguido fazer passar a imagem de que se opõe ao caminho seguido por Pyongyang e de que não faz mais apenas para evitar o caos na península coreana. Mas que a China nunca resolverá o problema, parece-me cada vez mais evidente. Se tivesse querido, até o poderia ter evitado. Bastava-lhes ter garantido proteção, eventualmente estendendo o seu “guarda-chuva” nuclear ao território norte coreano. Não o fizeram. Preferiram deixar a Coreia do Norte entregue a si própria, sustentando a situação que melhor lhes serve os seus interesses estratégicos de segurança.

 

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12/09/2017

National Security in U.S.: 11 Sept, the turning point

Maria Cánovas Bilbao

 A propósito dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, um contributo para a continuação da procura de um equilíbrio entre liberdade e segurança.

 

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10/09/2017

EUA. Poderão sair do Afeganistão?

Alexandre Reis Rodrigues

 

Independentemente da ideia de saída do teatro afegão que o atual Presidente dos EUA e o seu antecessor tenham querido fazer passar por motivos políticos, não se espera proximamente qualquer retirada militar dos EUA no Afeganistão.

 

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27/08/2017

Irão. Um conflito em agravamento

Alexandre Reis Rodrigues

 

O compromisso assumido pelo Irão, suspendendo determinadas atividades do seu programa nuclear, obtendo como contrapartida o levantamento de sanções que estavam a afundar a sua economia, não o tem impedido de continuar a estender a sua hegemonia, à custa do caos em que se vive no Médio Oriente e do qual é um dos principais responsáveis. Poderá o abandono unilateral do acordo, por parte dos EUA, corrigir esta situação?

 

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20/08/2017

Síria. mais uma decisão polémica de Trump?

Alexandre Reis Rodrigues

 

Os que se insurgem contra o fim do programa de ajuda militar aos rebeldes sírios alegam que equivale a uma concessão à Rússia, na medida em que Moscovo sempre o criticou e insistiu para que fosse abandonado. “Enorme erro estratégico”, acrescentam outros.

 

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29/07/2017

Coreia do Norte e EUA em rota de colisão?

Alexandre Reis Rodrigues

 

A opção de uso da força militar no conflito com a Coreia do Norte é um recurso a que os EUA têm tentado, por várias formas, não ter que recorrer. No entanto, à medida que a crise se situa cada vez mais no centro dos interesses primários de segurança dos EUA é provável que a sua prioridade esteja sob revisão permanente. Daí a que esteja eminente vai um passo ainda grande, mas vários analistas concluíram já que os EUA e a Coreia do Norte estão num rumo de colisão, de que começa a ser tarde conseguirem sair.

 

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19/07/2017

Serviço Militar Obrigatório, ainda não?

João Bargão dos Santos

 

Importa valorizar, esclarecer e debater a necessidade de um SMO que, com esta ou outra designação e com duração a definir possa ser uma retaguarda de âmbito fundamentalmente logístico, contribuindo de suporte às diversificadas missões de serviço público cometidas às Forças Armadas e neste âmbito, igualmente libertar os efetivos operacionais para a sua estrita missão.

 

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17/07/2017

Lições de Mosul para as guerras do futuro

Alexandre Reis Rodrigues

 

Em Mosul, confirmou-se, mais uma vez, o que se sabia há muito tempo, mas que tem demorado a interiorizar e encarar com medidas concretas. Que o combate urbano é o grande desafio das guerras futuras para as forças terrestres. Implica maior recurso a forças de operações especiais (de difícil e dispendiosa formação) e que as forças regulares tenham qualificações bem mais próximas das exigidas a essas, mesmo apenas para as chamadas operações de ”limpeza”.

 

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09/07/2017